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Patrocínio
A revista Marketing Cultural Online fez uma compilação de possibilidades de patrocínio a projetos culturais que empresas e instituições estão oferecendo neste final de ano. O levantamento inclui programas que envolvem muito dinheiro, como Petrobras e OI Futuro, mas também aqueles que reservam pequenas verbas para ações socioculturais.
Vindo de fora
Processo de seleção da BrazilFoundation visa identificar iniciativas sociais nas áreas de educação, saúde, direitos humanos, cidadania e cultura. O processo de seleção está aberto a todas as organizações de direito privado sem fins lucrativos, de todas as regiões do país, que atendam aos objetivos e critérios da instituição. A Fundação prioriza projetos que visem: melhorar as condições sociais de uma comunidade ou grupo social em situação de vulnerabilidade; desenvolver lideranças nas áreas em que atua; criar modelos inovadores e eficazes que tenham potencial de reaplicação para outras iniciativas, governamentais ou não governamentais. A entidade oferece apoio financeiro de até R$ 30.000,00 durante um ano.
O Fundo Comgás de Patrocínio Sociocultural beneficia, com patrocínios, projetos enquadrados no artigo 18 da Lei Federal de Incentivo à Cultura, conhecida como lei Rouanet, nas seguintes áreas: Teatro, dança, circo, mímica e outras expressões cênicas; Produção de obras cinematográficas e videofonográficas de curta e média montagem e preservação e difusão do acervo audiovisual; Música erudita ou instrumental; Exposições e circulação de artes visuais; Preservação do patrimônio cultural material e imaterial; Livros de valor artístico, literário ou humanístico ou outros empreendimentos classificados na área humanidades; Artes integradas. Fundo reservou um máximo de R$ 1,5 milhão para aplicar nos projetos aprovados.
O Centro Cultural do Banco Interamericano de Desenvolvimento apóia pequenos projetos culturais que tenham impacto social nos países da América Latino e do Caribe, com aporte financeiro entre US$ 3 mil e US$ 10 mil. O projeto deve ter uma contrapartida não inferior a um terço da quantia solicitada e uma justificativa de como o uso desses fundos contribuirá para a sustentabilidade do mesmo a longo prazo, já que o programa tem como objeto impulsionar pequenos projetos culturais, promover a sustentabilidade dos mesmos através da colaboração de outras entidades e a mobilização de outros recursos em cada comunidade.
O programa OI Futuro, que viabilizou mais de 300 projetos culturais no ano passado, apoiará projetos que estejam classificados entre essas categorias: artes visuais; cinema; cultura popular; dança; espaços culturais; mostras e festivais; música; patrimônio cultural; publicação e documentação; teatro; tecnologia e novas mídias. Podem participar pessoas físicas e jurídicas. As propostas não precisam, necessariamente, estar enquadrada em lei no ato da inscrição, mas será obrigatório caso o projeto seja aprovado pelo Instituto.
É tempo de caça a uma parcela dos R$ 42 milhões que a Petrobras separou para apoiar ações culturais de quem conseguir aprovar seu projeto no Ministério da Cultura. Neste ano a coisa mudou um pouco em relação ao quesito aprovação: o Programa Petrobras Cultural exigirá a prévia inscrição na Lei de Incentivo apenas para os projetos de produção de longa-metragem (produção em mídia digital e 35 mm, e difusão). Para os projetos inscritos nas demais áreas, foi criada uma etapa intermediária (Etapa MinC), em que o Ministério da Cultura analisará os projetos Finalistas sob os requisitos da Lei Rouanet, antes que eles sejam submetidos ao Conselho Petrobras Cultural. A verba disponível é de R$ 42 milhões.
Muitas vezes o empreendedor cultural elabora excelentes projetos, mas encontra dificuldade no momento de procurar patrocinadores. É o que de mais comum existe no mercado. Mas existe uma área, principalmente para instituições que desenvolvem ações socioculturais, que tem verba para patrocinar projetos mas não encontra (ou não recebe) iniciativas que atendam suas necessidades ou objetivos. Como o fim do ano se aproxima, resolvemos publicar uma relação de 33 entidades que patrocinam cultura, com origem no Brasil e no exterior. Algumas dessas empresas, ou o braço social das empresas, apóiam projetos pequenos e nem sempre através de aporte financeiro; outras têm verbas gordas e requisitos rígidos para liberar patrocínio.
Um dos maiores desejos do empreendedor Beto Carrero era a criação de um centro cultural que beneficiasse jovens e adolescentes em situação de risco social, tão comum hoje na maioria de nossas cidades. Esse desejo já ultrapassou o primeiro passo. O Instituto Beto Carrero conseguiu aprovar junto ao Ministério da Cultura projeto que visa a criação do Centro Cultural Beto Carrero na cidade de Penha (SC) para atender seu público-alvo com oficinas e eventos culturais, abrangendo também a comunidade das cidades de Piçarras e Navegantes, municípios vizinhos. É um esforço que custará R$ 1,5 milhão para oferecer oficinas gratuitas de Circo, Capoeira, Música e Artesanato para crianças e adolescentes de famílias carentes da região.
Especialista em propriedade industrial e diretora de marcas e patentes, Maria Montañes faz reflexões sobre o último encontro promovido pelo Ministério da Cultura a respeito de direitos autorais. A articulista chama de pseudos direitos autorais aqueles pretendidos pelos profissionais que não estão contemplados pela lei vigente e, agora, vêem a oportunidade de terem seus trabalhos reconhecidos e de obterem ganhos maiores. Cita os dubladores, que não recebem direitos autorais decorrentes das inserções de suas vozes em desenhos animados ou em filmes legendados, dentre outros trabalhos, quando apresentados em cinemas ou outras mídias.
Seção responde a perguntas sobre legislação cultural e outras questões. Nesta edição, atendemos dúvidas sobre aonde se encaixa o marketing cultural dentro da teoria dos 4Ps (Preço, Praça, Produto, Promoção), muito utilizada pelo pessoal de marketing das empresas; se patrocínio à cultura pode ser considerado investimento ou se há prazo máximo de captação de recursos para projetos aprovados pelo Minc, entre outras questões.
Mantemos neste Sumário algumas chamadas para matérias de edições anteriores, já que esses levantamentos são importantes pela proximidade de fim-de-ano, período em que as empresas mais aplicam em projetos culturais.
Perfil das Empresas
A revista Marketing Cultural Online finalizou seu segundo levantamento sobre o Perfil das Empresas Investidoras em Cultura, com base nos patrocínios feitos durante o ano de 2007 com utilização das leis de incentivo federais. O ranking abrange não só as 100 empresas que mais patrocinam, como oferece ao assinante informações sobre o que elas pensam, se têm ou não política cultural, que projetos apoiaram no ano passado, quanto investiram, que companhias são coligadas a elas e como atuam, além dos critérios que utilizam, quando os têm, para patrocinar, endereços e contatos. Novo item foi acrescido à pesquisa: o da Transparência dada pelas companhias a seus investimentos. É, enfim, o mais completo perfil das principais empresas patrocinadoras que utilizam leis de incentivo para apoiar projetos culturais. Um hot site específico foi criado para acessar o levantamento e fazer pesquisa por nome, valor de investimento e Estado.
Com base no levantamento realizado para elaboração do perfil dos 100 maiores investidores culturais brasileiros que se utilizaram de leis federais de incentivo, a revista Marketing Cultural Online elaborou uma tabela demonstrativa sobre quais segmentos cada uma apoiou durante o ano de 2007. A intenção do trabalho é mostrar as preferências das empresas na hora de apoiar projetos culturais. Por ele é possível verificar que as companhias dão prioridade a alguns setores, mas também apóiam outros, assim como existem aquelas que concentram seus investimentos em apenas uma área. Para tornar o quadro mais claro, elaboramos para o assinante um gráfico para cada empresa, no qual constam os segmentos e a quantidade de projetos por ela apoiados.
Se na pesquisa acima mostramos ao assinante quais são as preferências das empresas na hora de apoiar projetos culturais, neste outro levantamento apontamos as escolhas por segmento. Quem gosta mais de investir em música, ou patrimônio, ou teatro? A tabela montada pela Redação revela que a preferência maior da Petrobras, de longe a maior patrocinadora da cultura com leis de incentivo, foi pela Música em Geral, a quem destinou verba para 101 projetos. Já ações qualificadas como Música Instrumental tiveram seu maior aliado na empresa Anglo American, que patrocinou 45 delas. As áreas pesquisadas foram: Música em Geral, Música Erudita, Música Instrumental, Dança, Artesanato, Audiovisual, Biblioteca, Carnaval, Cinema, Circo, Exposição, Festival, Fotografia, Artes Integradas, Livro/Literatura, Museu, Patrimônio, Pensamento, Sociocultural e Teatro. Acompanham gráficos sobre as três empresas que mais apoiaram cada segmento.