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Qual é a dúvida? |
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| Edição 103
Examine e acesse, se for assinante, o conteúdo da revista em
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| PERFIL
DAS EMPRESAS (2ª Edição) |
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Quem é
quem
A revista Marketing Cultural Online finalizou seu segundo levantamento sobre o Perfil das Empresas Investidoras em Cultura, com base nos patrocínios feitos durante o ano de 2007 com utilização das leis de incentivo federais. O ranking abrange não só as 100 empresas que mais patrocinam, como oferece ao assinante informações sobre o que elas pensam, se têm ou não política cultural, que projetos apoiaram no ano passado, quanto investiram, que companhias são coligadas a elas e como atuam, além dos critérios que utilizam, quando os têm, para patrocinar, endereços e contatos. Novo item foi acrescido à pesquisa: o da Transparência dada pelas companhias a seus investimentos. É, enfim, o mais completo perfil das principais empresas patrocinadoras que utilizam leis de incentivo para apoiar projetos culturais. Um hot site específico foi criado para acessar o levantamento e fazer pesquisa por nome, valor de investimento e Estado.
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| Patrocínio |
Os investimentos em cultura com utilização das leis federais de incentivo beiraram R$ 1 bilhão no ano passado e, das 100 empresas que mais aplicaram no setor em 2007, 53 aumentaram seus patrocínios, 18 diminuíram e 29 saíram da lista. Levantamento obtido pela revista Marketing Cultural Online mostra que grandes estatais deram espaço para que empresas privadas ocupassem 16 das 20 primeiras colocações na lista dos 100 maiores patrocinadores de 2007. Música foi o segmento mais prestigiado pelas empresas durante o ano, sobrepujando Artes Cênicas. Dado interessante, e pouco revelado, é que muito mais pessoas físicas utilizaram leis federais de incentivo do que pessoas jurídicas. Em 15 anos, apenas 19 mil empresas fizeram uso desse mecanismo, quando 80 mil estão habilitadas para isso. Veja tabelas com 100 maiores patrocinadores, 100 maiores patrocinadores por Grupo, recursos captados de 1999 a 2007 e investimentos de pessoas físicas e jurídicas de 1993 a 2007.
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| Mecenato |
Dá-lhe papel
Prosseguindo em sua cruzada para tornar a aprovação de projetos culturais um processo cada vez mais penoso, o Ministério da Cultura publicou Portaria em que amplia suas exigências para a lista de documentos que proponentes devem encaminhar, junto com as propostas, para a obtenção de certificado que autoriza captação de recursos com lei de incentivo. Questões como distinção entre as planilhas de custos inerentes a cada produto a ser realizado; previsão, no cronograma de execução, do prazo necessário para procedimentos licitatórios; informações sobre medidas preventivas para evitar impacto ambiental fazem parte das novas exigências. Pelo menos a Portaria dá a boa notícia de que agora é possível adquirir material permanente, o que antes só era permitido a instituições sem fins lucrativos.
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| Música |
Venda digital
O mercado do comércio de música no Brasil apresentou em 2007 incremento das vendas de produtos digitais, que já representam 8% do faturamento no setor. Do total das vendas digitais brasileiras, 24% foram de receitas advindas da Internet (R$ 5,74 milhões) e 76% vendas de música digital via telefonia móvel (R$ 18,54 milhões). Em 2006, a participação entre as áreas do mercado digital era muito mais concentrada na telefonia móvel, que detinha 96% das receitas, ficando os restantes 4% com as vendas através de Internet. No geral, o mercado brasileiro de música movimentou em 2007, com as vendas de CDs, DVDs e receitas decorrentes do mercado digital, cerca de R$ 337 milhões. As vendas de CDs e DVDs movimentaram, em 2007, R$ 312,5 milhões, o que representou uma redução no faturamento líquido (vendas menos devoluções) das companhias.
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Modelos diversificados
O presidente da Associação Brasileira de Produtores de Discos faz uma análise dos números citados acima, afirmando que o setor digital (Internet e Telefonia Móvel), teve crescimento notável, mesmo com os valores das receitas digitais ainda não compensando a queda nas vendas de CDs e DVDs. É possível afirmar , segundo ele, que hoje as companhias que produzem música no Brasil, independente de seu porte, nacionalidade, ou filiação a esta ou aquela entidade de classe, estão buscando diversificar seus modelos de negócio e otimizar as receitas com música. O dirigente defende o engajamento do setor em discussões com os provedores de acesso à Internet para buscar soluções no combate à pirataria “online”.
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Baixou, ganhou
Um casamento múltiplo, que envolve gravadora, artistas independentes e empresas patrocinadoras, parece estar dando certo. Em julho de 2007 a gravadora Trama criou o Download Remunerado Trama, sistema que disponibiliza as gravações independentes para qualquer um que deseje baixá-las gratuitamente em seu computador. O artista recebe por cada download e a origem da verba distribuída vem de patrocinadores que, em troca, podem se comunicar com um público específico. Entre as empresas que já apoiaram estão Kildare, Real, Sol, Mormaii e Coca-Cola. Todas as bandas cadastradas no programa têm direito a receber por downloads e, ao final de cada mês, a Trama faz uma divisão entre o valor financeiro captado com as marcas pelo número total de downloads realizados no período. O valor a ser repassado às bandas é baseado na mecânica de pagamento de royalties.
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| Teatro |
Vale coxinha
Primeiro eles tentaram fazer como europeus, que atraem patrocinadores em troca de participação nas bilheterias das peças teatrais. Como a idéia falhou, criaram o “Vale Coxinha” com amparo de lei de incentivo, porque sem ela fica difícil encontrar empresa “cidadã” que apóie a cultura. E mesmo assim não conseguiram o suficiente até agora, embora uma cota já tenha sido adquirida por um Instituto Terapêutico, que já é bem mais do que o alcançado com a primeira experiência. A história da produtora Gleice Olivieri e do ator André Poubel não é diferente de tantas outras que ocorrem no Brasil, na qual abnegado se vêem obrigados a produzir espetáculos teatrais com recursos próprios ou pequenos apoios.
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| Fotografia |
É um jeito
Uma companhia de implementos agrícolas quer criar uma afinidade estratégica com a fotografia, fincada na criação de um concurso destinado a quem se propuser a aliar uma boa imagem a qualquer elemento representativo da marca, seja logotipo, produtos, nomes, cores. A ação chama-se “Um clique na John Deere”. Os trabalhos deverão ser originais e exclusivos do autor. Os prêmios não irão provocar “frisson” entre os amantes da fotografia, mas há um aspecto que deve ser relevado nessa iniciativa da empresa. O que ela chama de concurso cultural, pelo menos tem alguma a ver com cultura, diferentemente de muitas outras que utilizam esse artifício para obter participação popular com perguntas alheias a qualquer envolvimento com o setor..
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| Leis |
Qual é a dúvida?
Seção responde a dúvidas referentes a legislação cultural e a outras questões relativas ao mercado da cultura. Nesta edição, são abordadas questões como resoluções da CNIC que não são publicadas; se fabricantes de destilados podem ser patrocinadoras culturais com leis de incentivo; e quais são os trâmites para se ter projeto aprovado pelo Art. 18 (100% de abatimento).
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